terça-feira, 4 de novembro de 2008

Vicky Cristina Barcelona



Haja adjetivos para Vicky Cristina Barcelona. O cenário, as locações e a fotografia são um desbunde, assim como a trilha sonora é legal. O diretor Woody Allen, confirma o seu posto de ícone contemporâneo, contando uma história empolgante, divertida e bem articulada. E o elenco... Puta que pariu! A beleza, o talento e a suculência de nomes como Scarlett Johansson (mais uma vez com ele, para reafirmar o posto de nova musa), Penélope Cruz (maravilhosa), Javier Bardem (ótimo, mas acabadinho de rosto, convenhamos) e Rebecca Hall (ilustre e lindamente desconhecida. E haja parênteses.), são envolvidos numa narrativa que toca no cerne da alma feminina, revelando características comuns a esse elemento nas diversas e plurais personagens que se apresentam.
Contado como uma crônica que desvenda o cotidiano dos envolvidos pautando-se na decorrência dos fatos do presente, pouco se aprofundando no passado, somos apresentados à Vicky e Cristina, duas jovens turistas americanas passeando em Barcelona. Motivadas por diferentes condições, a jornada serve como instrumento de mudança para ambas, mesmo que não seja exatamente essa a motivação.
Vicky, que em breve irá se casar organiza os estudos e a auto-preparação para o desejado matrimônio, enquanto Cristina procura algo ou alguém que a faça mudar suas percepções, que a retire do marasmo e acabe com a sua insatisfação constante. Quase uma Ema Bovary contemporânea, sem drama, sem choro, sem marido e sem corpete.
Utilizando-se de uma didática e irônica narrativa em off (que pode incomodar e não se fazer entender pelos mais abobalhados), o filme acompanha a história das moças. É quando conhecem Juan Antonio (Bardem), um artista plástico sedutor e deveras sincero, que as enreda com seu charme.
É necessária uma aberviação para não deixar todo o enredo escapar, já que a graça da narrativa está justamente no seu desenrolar, na interação dos elementos pela high society espanhola.
Mas vale pontuar ainda a presença fulminante de Penélope Cruz, como Maria Elena, a ex-mulher, pintora e sociopata que se atrela ao conjunto, no ponto máximo do filme. Vale a pena.

2 Comentários:

Blogger Helder Thiago Maia disse...

voltou! salve o primeira necessidade...

11 de novembro de 2008 03:43  
Blogger Carmem Silvia disse...

Fui ver VCB e amei. Achei que o filme tem um quê de Almódovar.
Penélope está maravilhosa!!!!!!!
E não seja tão severo com Bardem... rs

5 de dezembro de 2008 12:48  

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