quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O Mochileiro das Galáxias- não saia sem ele.


Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da borda ocidental desta galáxias, há um planetinha verde azulado absolutamente insignificante cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia. Além disso não conhecem O Guia do Mochileiro das Galáxias, um livro que não é da Terra, jamais foi publicado nela e é, provavelmente, o mais extraordinário dos livros publicados pelas grandes editoras da Ursa Menor.
Consultando-se a Calculadora Geradora de Improbabilidades, nada mais apropriado para iniciar este texto do que um plágio-parafraseado da obra a ser tratada. O Guia do Mochileiro das Galáxias é a obra literária mais irreverente, irônica e não ortodoxa que já li.
Descobri o livro numa pequena crítica nas páginas de uma revista. Assim que comprei, consumi em menos de 24 horas. Até que descobri que era o primeiro volume da chamada pelo autor Douglas Adams "Trilogia de quatro livros" (na verdade, cinco) e tive de esperar o relançamento maçante (cerca de um por semestre) da Sextante.
O interesse pelo desconhecido, pelo novo, sempre me motivou. O céu e o espaço, com suas áuras de mistério, me encantavam. Apesar disso, nunca almejei ser astronauta na infância- talvez por saber que a galáxia não é mais tão hype como no Guia do Mochileiro e em Barbarella.
A sexy e devassa militante espacial vivida por Jane Fonda no cinema da década de 70, é contemporânea à obra de Adams. Numa época em que a tecnologia tece a sua explosão consumista, podia-se imaginar mais, interagir com o desconhecido. Mas isso não é sobre Barbarella e a sua absurda, cafona e deliciosa odisséia sexual no espaço. É sobre Arthur Dent e sobre O Guia.
Apesar do que se pode sugerir, O Guia não é um dicionário de verbetes inventados sobre uma possível vida interplanetária. Irreverente e irônico, como já dito narra a história do insosso Arthur Dent a partir do dia em que descobre através do seu amigo E.T ( que viera à Terra como correspondente da maior e mais incrível enciclopédia já publicada) que o planeta será demolido para fins burocráticos. Conseguindo carona numa nave Vogon, eles escapam da destruição e encontram-se com as outras personagens que integram o grupo que fará parte de toda a história. Em meio a muitas reviravoltas, eles terminam seguindo atrás do sentindo da vida, do universo e tudo mais.
Nonsense? Isso é só o começo. Desde a época em que foi lançado, o livro virou referência de cultura pop para toda uma geração. Influenciou inúmeras criações: já foi série de tv, programa de rádio, utilitários de computador (Trillian e Babelfish), música do Radiohead (Paranoid Android, em homenagem ao robô Marvin) e uma fraca adaptação nos cinemas em 2005. Com certeza ainda influencia muita coisa legal, talvez por isso eu goste tanto. E se alguém, algum dia se interessar para ler e fizer alguma idéia da Pergunta Fundamental, que me explique o 42!

3 Comentários:

Blogger Gerana Damulakis disse...

Se você devourou o livro, então ele cumpriu a meta: atingiu o leitor! Ótima resenha. Um dia ainda cederei meu lugar para você, certo?

23 de novembro de 2007 19:26  
Anonymous Gerana disse...

Corrigindo a digitação apressada: em lugar de devourou, leia-se DEVOROU

27 de novembro de 2007 17:50  
Blogger Tiago R. Lima "Mad Max" Andrade disse...

Como bom fã do Guia, só passei aqui para dizer: NÃO ENTRE EM PÂNICO!

20 de setembro de 2008 22:58  

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