sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Nesta data querida


Quem nunca preparou uma festinha de aniversário tradicional (e sordidamente brega)? Quem nunca se preocupou com as bebidinhas, com a quantidade de comida e principalmente, sempre teve medo que ninguém comparecesse?
É inerente ao ser humano. É inerente também a hipocrisia das relações sociais: os abraços, os beijinhos de bochecha, o falar mal depois. É por questões como essa que Nesta data queria se enreda.
Transitando pelo lúdico e [fincando-se] pelo amargo, o espetáculo causa, antes de tudo (talvez de propósito, talvez ao acaso), uma viagem obrigatória do espectador às próprias lembranças.
Quando nem o próprio filho comparece ao festejo organizado por Antonieta, ela recebe a visita de dois recentes conhecidos- completamente estranhos, desconfortáveis. Tão perdidos quanto à anfitriã, iniciam uma relação artificial, em busca de uma comemoração vã, onde procuram suprir desesperadamente as suas carências emocionais (a atuação atravessada, indireta dos atores no palco se dá de maneira brilhante).
O clima lento, mantém a atmosfera opressora, assim como a trilha sonora desgraçadamente cansativa, ironiza e não deixa que a peça permaneça em tom funesto por todo o tempo.
Um produto alternativo de alguns do Dimenti (dirigido por Márcio e estrelado por Fábio Osório Monteiro, Lia Lordelo e Paula Lice), Nesta data querida assusta, alegra, provoca e principalmente, engasga.

2 Comentários:

Anonymous Danilo disse...

RESSUCITA-ME! hahahaha
Não posso negar que gosto da música...

Biluca, peça muito boa, excelente, nada entediante. E finalmente nós chegamos a um acordo!
Esse jogo da presença-ausência é excelente, além da atuação 10.
Chega, não comento mais. =)

Depois nós conversamos sobre "aqules" casos! hahaha

30 de novembro de 2007 21:56  
Anonymous dieGo disse...

Sua sinceridade dói!
Hahahah!
Ainda tô aprendendo a ser assim.
=**

12 de dezembro de 2007 09:02  

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