segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Tank Girl

Bobo, tosco, mas divertido. Tank Girl é o retrato da rebeldia popstar noventista da mtv, o auge do cabelo branco e do batonzão vermelho (sim, Gwen Stefani virou um documento vivo das influências desse período). Baseado num quadrinho homônimo da mesma época, o filme de 95 se utiliza da própria linguagem para contextualizar o espectador e fazê-lo sempre lembrar que a obra não deve ser levada a sério- é entretenimento puro e despretensioso.
Num futuro caótico, onde o controle da água é ditado pelo cruel presidente de uma grande empresa (Malcolm Mcdowell já deve ser p.h.d em vilania estereotipada), grupos resistem a esse controle e vivem recolhidos em pequenas comunidades, roubando o líquido precioso. Num deles vive Rebecca, que tem a sua família destruída e é levada como prisioneira para os limites da fábrica. Explorada e humilhada, ela rebela-se, rouba um tanque de guerra e vira a Tank Girl do título.
A vingança Schwarzenegguiana surge daí. Todos os parentes dizimados e um único ser indefeso em questão a ser resgatado. A grande diferença (não tão grande, nos dias de hoje) está na conduta da personagem. Irônica, sádica, nonsense e bem-humorada, é uma reunião de indícios da cultura pop.
O humor e a ação às vezes soam um pouco vencidos, o que acaba tornando a obra cansativa perto do fim, mas vale como um precioso passatempo para quem curte catar certas referências. Não podem passar em branco as presenças de Naomi Watts novinha (uma desconhecida até então) coadjuvando direitinho; e Iggy Pop assustando como sempre!
Tank Girl pode não ser um primor de produção, estar um pouco datado e ser difícil de se encontrar. Mas é entretenimento certeiro com uma trilha sonora animadinha que situa bem a alma da época. Uma divertida sessão nostalgia.

1 Comentários:

Blogger Woodstock disse...

posha... onde comsegistes/?

9 de outubro de 2007 06:55  

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